quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Primeiros Devaneios

Por muito tempo relutei em retomar a escrita pelos (des)caminhos da web. Contudo, porém, entretanto, todavia, o mundo vem se transformando em tal velocidade que podemos até parafrasear Heráclito: "Quando acesso um site, nem ele, nem eu, lemos a mesma postagem."
Penso que podemos contribuir com milhares de outras formas na construção de um outro mundo possível. Textos, fotos, poemas, vídeos, sonhos! Nesse pequeno local que não é físico postarei o que com minha subjetividade acredito poder contribuir no que está descrito acima. E nem pense que os devaneios são apenas após o Gigante Levantar, PARE! Respeite nossas noites acordados, embriagados pra esquecer o mundo que não nos representa. Respeite que nunca dormiu!
Mas alguns podem estar pensando... "o que a boemia tem a ver com tudo isso?"
Olhe! A revolução pode não ser no bar, mas com certeza o bar ajudará a pensá-la. Isso sim é uma verdade.
E é neste local que conheci os melhores poetas (aqueles que não são reconhecidos e escrevem pelo prazer), artistas (de rua, circo, atrizes/atores), fotógrafos (que com sua lente captam as esperanças e desalentos de uma cidade), sonhadores, utópicos, realistas... ou aqueles que simplesmente enxergam a realidade por uma ótica somente sua, mas fascinante (para os historiadores, recordem-se do Menocchio, somos todos vermes em um queijo).
Outros aqui irão bradar! "Mas a revolução não será possível, nem jamais acontecerá. Para que expor aqueles que cotidianamente são excluídos, são a minoria, são sonhadores de um mundo que nunca será existente. Pra quê?"
Já dizia o velho Andrade "Se as coisas são impossíveis, ora... isso não é motivo para não querê-las. Do que seriam os caminhos, senão fosse a mágica presença das estrelas."
Somos trabalhadoras/es de todas as revoluções. Sociais, econômicas, políticas, culturais... civilizacionais. E a contribuição de tantos loucos e loucas é o que farão a próxima realidade, as nossas próprias relações.
Retomemos Danrton (historiador francês) que já afirmava que foram os Rousseaus da sarjeta que fizeram o caldo para a revolução com seus livretos e panfletos. E nesse longo século XXI podemos com nossos panfletos, livretos, blogs e redes sociais construir as bases possíveis dessa tão construída revolução.

"Ah! ela virá. A revolução virá pra trazer não só o direito ao pão, mas também a poesia." (Leon Trotsky)

Um comentário:

  1. Muito bom! Continue a escrever! ;)
    Vou acompanhar de perto esse devanear.

    Grande abraço, irmão.

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