Vivemos tempos de pedra!
que são arremessadas,
lançadas, partidas.
Vivemos tempos de poemas!
Escritos com o suor,
sangue, luta e silêncio
não o silêncio que os vencedores
submetem os vencidos.
Mas o silêncio de todos que
tombaram antes de nós,
e que por mim, por você,
por nós, eles falam.
Só não pense que são apenas
pedras, ou apenas poemas.
Na moral, são sonhos,
utopias, esperanças!
Em cada pedra, um desejo.
Em cada poema, uma vida
uma nova vida
um homem, um novo homem
uma mulher, uma nova mulher
Somos cada poema lançado,
somos cada pedra escrita.
Poemas negros, ecossocialistas
Pedras feministas e libertárias.
Pois cada pedra que destrói,
no fundo, alicerça um
novo poema, um novo mundo.
Hoje, mais do que nunca,
eu + tu, pode enfim, ser
nós.
E que cada pedra e poema
sejam nossas armas,
nossa bandeira,
nossas revoluções!
Num mundo onde as mulheres,
negras/os, gays, lésbicas,
a perifa, e amar...
não sejam a minoria.
E, sim, versos da mesma
pedra.
Que a realidade dos nossos
poemas, se radicalizem
em nossas pedras.
Em nossas mãos carreguem poemas
E que nossas vozes proclamem pedras!
Juntemos nossos poemas/pedras
aos de tantos Josés, Marias,
Amarildos, Ângelas, Zumbis
Eles que assim como nós
ainda ousam...
lançar pedras/poemas,
escrever poemas/pedras!
(Thiago D. Castro)
"Somos cada poema lançado,
ResponderExcluirsomos cada pedra escrita."